Maturidade emocional?

ok.
Não há.
Não há previsões.
Não há tábuas rasas.
Não há sinceridade emocional.
Não há verbalização das emoções.
Não há bidirecionalidade relacional.
Não há expressividade emocional e a comunicação é superficial.
Não há, no fundo, veracidade.
Não há confiança, porque não verdade.
Não há entrega porque não há confiança.


E o que é maturidade emocional, senão o estofo para encarar e responder às consequências da interactividade emocional, resultante dos laços emotivos criados entre pessoas independentemente do carácter da relação, construído pela experiência empírica dessa mesma relação?
E então!?
Há maturidade emocional?
...

Amore, Amore, Amore e un pouco piú d'Amore...














Por estas bandas me encantaste...
Aqui permaneci.

Quero gritá-lo!

Hoje venho aqui dizer exactamente aquilo que não penso...
Vim a convite de uma amiga, que me perguntou um dia se eu não conseguia deixar fluir pelo teclado até ao espaço virtual alguma da minha perplexia mental, disforme... lol - "Pelo visto começa cedo..." - , mas mais do que aceder ao seu pedido, vim só tentar libertar-me um pouco, nem sei bem de quê para vos ser sincero, mas também não é que me preocupe muito com isso.
Este fim-de-semana XXL soube-me a pouco ou não tivesse estado em óptima companhia... As Gentes do Algarve são de facto fantásticas. Mas não me refiro àquelas que se encontram em cidades turísticas: não, refiro-me a pessoas que usam calças de fazenda e chapéu de palha, uma camisinha de flanela fininha e uma bota de trabalho. Sim, dos que saiem à rua por volta das horas a que esses outros principiam a pensar em regressar da noite. Estes primeiros, saiem em busca do fresco ar matinal, com um abusado aroma de Alfarroba. Estes sim, são gente autêntica, não buscam indentidades esterótipadas daquelas que se encontram por aí estampadas em qualquer pacote de ceriais ou frasco de mais um qualquer produto reafirmante e que traz mais uma enzima que nutre o vaso capilar 8943 do coro cabeludo, quando na verdade caminhamos todos para a triste realidade de nos tornarmos carecas. Enfim, eu dizia...
- Ah! Já sei! (por acaso, e passo a publicidade, Já Sei é o nome de um restaurante de um amigo meu - o Cenoura - eh eh), eu dizia que estes sabem quem são, e são aquilo que são, sem mais grandezas nem manias ou aspirações a serem grandes demais para o peito que têm. Sim porque andam aí meninos que vos digo... se tiverem o azar de pisar um alfinete desaparecem na estratosfera de tão inchados que andam, mas isso são contas de outro rosário.
Pois é. Descobri que quero é ser feliz. Não quero saber de caganças. Anda meio-mundo a lutar por ter um telémovel, um portátil e um carro topo de gama mais a casa perfeita cuja cozinha nem precisa que ninguém faça a comida nem a encomende, ela faz tudo por si... TEKA! Os filhos têm que estudar nos melhores colégios e ter um emprego em que não trabalhem e tenham muita e elevadíssima reputação. O casamento tem que ser perfeito...
Mas alguém ainda se lembra de como é ser feliz?
Não podem, né? Não têm tempo para pensar nisso... Há tanta prestação para pagar que se o pessoal se descuida até o cão, a casota e as pulgas penhoram... Pois é...
Mas olhem, para todos esses assim como estes que descrevi, uma palavra de conforto: com seis palmos de terra em cima, ainda não há telémóvel que vos garante cobertura, a alimentação do pc tem duração máxima de três horas e quanto ao carro, mesmo que tenham um monovolume, não cabe lá um caixão para vos levar e acabam por ir, à mesma, no carro da funerária!
Boa sorte e boas compras.

GRATUS ESSE

"A gratidão é um fruto de grande cultura; não se encontra entre gente vulgar. "

Johnson, Samuel.

Gratidão, s. f. Reconhecimento por um benefício que se recebeu; agradecimento; qualidade de quem é grato.

in, Diccionário.

A quem cabe usufruir este sentimento?

A mim e a ti; a nós e a vós; a eles.

Porquê?

Simples... A minha sobrinha tem um ano e meio e já lhe começaram a ensinar que quando alguém lhe dá algo:

-"O que é que se diz, Diana?", ao que a menina responde num dialecto que ainda agora principiei a compreender:

-"bigado".

É este um sentimento que se perde com a idade e o crescimento fisíco e intelectual? Ou é ele uma forma de expressão que empregamos porque caso contrário seríamos apelidados de mal-educados ou indelicados: quem sabe mesmo ingratos?!

E deve esta demonstração de gratidão ser uma mera formalidade de expressão oral cumprida por puro exercício do protocolo social, ou será que é um sentimento que deveríamos cultivar no quotidiano, de dentro para fora?

Afinal, gostamos de estar gratos?

Quando alguém nos dá a mão e nos ajuda a erguer de novo, sentimo-nos pessoas melhores porque percebemos que alguém gosta nós? Ou será que nos ficamos a sentir em dívida, quase como que: -"Tenho que saldar esta dívida porque não quero dever nada a niguém. O mais depressa possível!"

Será que é quando o Sr. Agente nos diz: -"Então vá siga lá mas não se esqueça de por o cinto!". É aqui que nos sentimos realmente gratos; afinal ele poupo-nos de perder 120€ e assim já podemos fazer uma extravagânciazinha...

Eu, por mim, estou grato: ao Sr. Policía, á Sra da bomba de combustível que me avisa que a bomba está em pré-pagamento num tom de alerta porque já estou há uns largos dois minutos a olhar para o contador e para ela á espera que ela autorize o reabastecimento, ao Sr. Barata do Pavilhão da Secil porque nos perdoa todos os meses não termos o pagamento em ordem, aos meus amigos pelos bons e pelos maus momentos que passei com eles, aos caríssimos, excelentíssimos, magníficos, elevadíssimos, suas eminências - os meus pais - por tudo o que fizeram e por aquilo que ainda irão fazer por mim - "É assim que eu aprendo, desculpem!" - ás minhas manas que maravilhosas são e sempre prontas para me ouvir e aturar as minhas más disposições e maus humores, aos meus cunhados pelo amor que nutrem e vão continuar a nutrir pelas minhas manas e por mim, aos meus colegas de trabalho pelos ensinamentos que me tentam fazer chegar, ás minhas ex-namoradas por tudo o que me ensinaram e por tudo o que vivemos juntos, fossem eles bons ou maus momentos foi bom passá-los convosco, aos meus avós os que ainda cá estão como o meu querido avô que já partiu - ESTARÁS SEMPRE COMIGO - por tudo o que me ensinaram, em suma, agradeço a todos, simplesmente, por fazerem parte da minha vida.

A gratidão cultiva-se, fazendo significar cada momento que nos proporcionam e retribuindo, da melhor forma possível, esse sentimento aos outros.

É assim que quero Gratus Esse.