"A vida não pode existir em sociedade senão através de concessões recíprocas."

Johnson, Samuel


Uma afirmação que apesar de parecer trivial, do senso comum, carrega em si um significado muito importante. Apercebi-me que é facil aplicar esta realidade num contexto massivo, como as sociedades civis em que vivemos; mas torna-se bem mais complexo aplicá-la num contexto bem mais pequeno, como as famílias. Não por falta de requisitos ou aplicabilidade mas porque num contexto mais pequeno temos a tendência natural e involuntária de nos tornar-mos cegos; não ás concessões que nos são dadas mas á reciprocidade daquelas com que retribuímos. E este, meus caríssimos, é um comportamento que eu considero perigosamente próximo da ganância que eu tanto abomino.
Espero eu reconquistar a lucidez que me permita distanciar-me de voltar a ajuízar em prejuízo de alguém, quanto mais para meu beneficío próprio.
Nego-me, porque acredito neste princípio, a liberdade de contribuir para a desedificação dos valores e das mentalidades altruístas que povoam a história da humanidade


A VIDA é aquilo que fazemos com o TEMPO que nos é oferecido.

O tempo é um grande mestre; tem porém o defeito de matar os seus discípulos.

Berlioz, Hector in "Almanaque das Letras".


Na verdade, os ensinamentos provenientes dos elementos responsáveis pela formação das nossas personalidades ao longo da nossa curta vida, como a família e a sociedade, não são mais do que os degraus onde firmamos a nossa personalidade e através dos quais vamos construindo a nossa sapiência.

Chegados ao final da nossa vida, damos conta que as verdadeiras lições não se aprendem porque os nossos pais nos castigam quando mentimos, ou quando somos expulsos da escola porque agredimos, verbal ou fisícamente, um professor nem mesmo quando cumprimos uma pena de 25 anos de prisão porque matámos o caixa da loja de conveniência que assaltamos; Não! A verdadeira lição é ou não aprendida, mediante a capacidade de distinguir o bem do mal. Esta distinção deve ser conseguida durante a construção do carácter de cada indivíduo. Quando este processo falha, cria-se um distanciamento, entre o indivíduo e o meio em que se insere. Quanto maior for este distanciamento, maior será o fracasso enquanto pessoa social.

Este é um processo que acompanha a longevidade do ser humano. E com isto pretendo ratificar, em absoluto, a afirmação proferida por Hector.

Àqueles que morrem prematuramente; é-lhes negado o direito redenção; estes serão sempre, em última análise, as verdadeiras vitímas do TEMPO.

Ou sais tu, ou saio eu.

Por defenição, Suicídio é:
Acto ou efeito de suicidar-se; morte dada a si próprio; ruína ou desgraça provocada pelo próprio por falta de juízo.
Enquanto por juízo entende-se:
O acto mental de asseverar (afirmando ou negando) um conteúdo afirmável.
Uma questão:
Será lícito afirmar que quem comete suicídio tem necessáriamente falta de juízo?
À luz da defenição, não será seguramente.
Mas o meu problema é de outra índole. Receio ter chegado a um ponto em que todas estas questões ocorrem a um nível intermédio entre o consciente e o inconsciente. Para mim só uma pessoa com grande coragem comete, efectivamento, o acto de suicídio. Ora, na posse das minhas faculdades intelectuais e sabendo, ou sentindo se quiserem, que não tenho motivos para cometer tal acto, pergunto-me o que aconteceu. Não me conheço eu a ponto de transformar o meu comportamento perigoso para mim próprio? Preciso ter medo de mim próprio? Atentei eu contra a minha própria vida?
Neste momento, ainda não tenho resposta para nenhuma destas questões...
Na certeza porém de que ou sai esta sensação ou vou acabar por sair eu...

Imortalidade, como eu te quero.

"Morro aos poucos em todos aqueles que gostam de mim "

Rosseau, Jean Jacques.

Nesta peça de Teatro que é a vida,
Não quero sentir que em vós rasgo as páginas do guião onde se conta a minha história,
Não quero ser interpretado como aquele de quem tanto lamentaram,
Não quero ver descer o pano,
Não quero ver partir a plateia em desagrado,
Quero figurar no vosso livro de memórias,
Quero povoar os sonhos de que tanto se orgulharam,
Quero sair de cena quando a peça faz um ano,
Quero sentir que estive cá, e sou saudado.
Rocha, José Holbeche

Tempo de mudança.

Boa tarde.
Como é do conhecimento geral, encerrámos ontem um ciclo de negatividade politíca, péssimismo generalizado, em suma um karma muitissímo pesado. Este é, pelo menos o meu desejo e penso que o desejo de todos os portugueses, que este Governo a quem uma maioria absoluta foi oferecida seja capaz de inverter o mau caminho que vinhamos de há uns anos a esta parte percorrendo.
E eu, seguindo esta linha de mudança, venho alertar-vos para as mudanças que irão ocorrer neste meu pequeno espaço, mas que de grandes debates deve ser feito. Assim estejam atentos,porque ainda não viram nada.
Um abraço